A pressão regulamentar enche os cestos do comércio eletrónico

Notícias21 de abril de 2025
O sector em linha queixa-se de que a sobrecarga regulamentar, incluindo a sustentabilidade, a rotulagem, os resíduos, a cibersegurança e os novos regulamentos europeus, como o DSA, põe em risco a inovação e dificulta a expansão internacional, apelando a uma maior clareza e simplificação regulamentar.

Durante 2024, foram adoptados ou alterados 1 253 regulamentos com impacto direto no comércio e no comércio eletrónico. Isto representa uma média de 3,4 novos regulamentos por dia, um número que suscita preocupações no sector devido ao seu volume e complexidade. Estes regulamentos abrangem diversos temas, como o ambiente, a sustentabilidade, a rotulagem, a rastreabilidade, a cibersegurança, a proteção de dados, a transparência na informação ao consumidor, entre outros.

Os operadores de comércio em linha referem que esta sobrecarga regulamentar dificulta as suas operações diárias e, em muitos casos, abranda a sua competitividade e inovação. A adaptação contínua às alterações regulamentares implica recursos financeiros e humanos significativos, o que é particularmente difícil para as PME, que não dispõem das equipas jurídicas e da estrutura das grandes empresas.

Além disso, é referido como certas obrigações, como a gestão de resíduos, as embalagens ou a economia circular, implicam um esforço suplementar para as plataformas e os distribuidores, que devem ajustar os seus modelos logísticos e de rotulagem em prazos muito curtos. As plataformas de venda estão também a ser afectadas por regulamentos europeus como o DSA (Digital Services Act), que lhes impõe maiores responsabilidades em termos de moderação de conteúdos e de supervisão dos vendedores.

O artigo sublinha também a preocupação crescente com a falta de coordenação entre as administrações e a falta de harmonização regulamentar entre os países europeus, o que complica ainda mais a expansão internacional das empresas em linha.

Embora o objetivo de muitas destas regulamentações seja proteger os consumidores e promover um comércio mais justo e sustentável, o sector exige maior clareza, prazos mais razoáveis e uma simplificação das regulamentações, para que possa cumprir sem pôr em causa a viabilidade das suas operações.

É o que explica Juan Carlos Guerrero, sócio da TMT, num artigo publicado no ABC.

Una vista aérea de personas cruzando un paso de peatones en blanco y negro.

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