As vantagens e desvantagens do impacto imediato da IA no sector jurídico

Artigo23 de março de 2026
A IA está a transformar a profissão jurídica: dos documentos aos dados, com o conhecimento jurídico como um ativo estratégico.

A ascensão da inteligência artificial está a transformar rapidamente a prática jurídica. A sua capacidade de analisar grandes quantidades de informação - desde processos de due diligence até à revisão de legislação ou jurisprudência - torna-a uma ferramenta cada vez mais comum nas sociedades de advogados, permitindo a automatização de tarefas repetitivas e libertando tempo para análises estratégicas e aconselhamento de elevado valor.


No entanto, este avanço tecnológico também coloca desafios significativos numa profissão baseada na responsabilidade, na confiança e no julgamento técnico. Aspectos como a fiabilidade dos resultados, a supervisão humana e a proteção da confidencialidade exigem o reforço das normas de segurança e de controlo na utilização destas ferramentas.


Neste contexto, Jesús Vicente, diretor da divisão Legaltech da ECIJA, destaca uma transformação mais profunda no sector: a passagem dos documentos para os dados. Como explica, os escritórios de advogados funcionam agora como verdadeiras indústrias do conhecimento, com décadas de informação acumulada - bases de dados, precedentes, contratos - que pode ser transformada num ativo estratégico para desenvolver as suas próprias soluções de inteligência artificial.


A chave, aponta, está em transformar esse conhecimento em dados estruturados e governados, capazes de alimentar modelos mais precisos e especializados, alinhados com as reais necessidades de clientes e advogados. Nesse sentido, a ECIJA já está a promover iniciativas que procuram alavancar a sua experiência acumulada através da IA, melhorando a eficiência e a escalabilidade dos serviços jurídicos sem comprometer o rigor ou o julgamento profissional.


Por seu lado, Alba Pascual, diretora de Talento da ECIJA, sublinha o impacto desta transformação no desenvolvimento do talento jurídico. Longe de reduzir a necessidade de posições juniores, a inteligência artificial está a impulsionar uma mudança para papéis mais híbridos, capazes de interpretar resultados, supervisionar sistemas e fornecer um sólido julgamento jurídico desde os estágios iniciais. Neste sentido, a formação desempenha um papel fundamental, integrando as competências tecnológicas e o pensamento crítico.


Globalmente, a inteligência artificial não substitui o advogado, mas redefine o seu papel. Automatiza as tarefas de baixo valor e permite que o trabalho se centre na análise, na estratégia e na tomada de decisões. Para a ECIJA, esta evolução representa uma oportunidade para transformar a prestação de serviços jurídicos, mantendo sempre a supervisão humana como um elemento essencial e garantindo os padrões de qualidade e confiança que o sector exige.


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Silhouetas de personas observando la ciudad a través de una ventana grande.
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