Ética e pegada ecológica na IA
A inteligência artificial pode impulsionar a sustentabilidade através da otimização de processos, da criação de produtos mais eficientes e da promoção de um consumo responsável. No entanto, o seu elevado consumo de energia e de água coloca desafios ambientais significativos. Estima-se que a IA poderá consumir até 6,6 mil milhões de metros cúbicos de água até 2027.
Embora organismos como a UNESCO promovam práticas de IA sustentáveis, o Regulamento Europeu sobre IA (2024/1689) não aborda o impacto ambiental destas tecnologias, limitando-o aos riscos para as pessoas. É necessário integrar a variável ambiental no regulamento e promover metodologias que meçam a pegada ecológica da IA, garantindo uma maior transparência e uma verdadeira sustentabilidade.
Artigo escrito por Víctor Moralo, sócio da ECIJA, num artigo para a revista Byte.