Cuidado com as burlas informáticas!

Artigo7 de abril de 2025
Desde as falsas cartas AEAT até aos esquemas de WhatsApp, os esquemas digitais multiplicam-se com recurso a dados roubados e à inteligência artificial. A dificuldade de perseguir estes crimes e o aumento de ciberataques mais sofisticados levaram a novas obrigações em matéria de cibersegurança e à criação do Centro Nacional de Cibersegurança, enquanto a Europa está a avançar com regulamentos como o MiCA para proteger os investidores em criptoativos.

Nos últimos meses, a Polícia Nacional e a Guardia Civil intensificaram os seus avisos sobre uma onda de cibercrimes através de chamadas telefónicas, SMS, WhatsApp e e-mails. Os criminosos utilizam bases de dados roubadas para lançar campanhas maciças de phishing e outras fraudes, tais como cartas falsas da AEAT, ofertas de emprego inexistentes, multas falsas, QRs falsos em parquímetros ou esquemas de venda de animais de estimação.

Embora se recomende que não interaja nem forneça dados, se a burla se concretizar, deve recorrer ao Código Penal para a denunciar. No entanto, estes crimes são difíceis de processar e requerem investigação forense.

Além disso, as empresas e os organismos públicos são também alvo de ciberataques mais sofisticados, incluindo a utilização de inteligência artificial para clonar vozes e cometer fraudes. Por este motivo, o Governo anunciou novas obrigações em matéria de cibersegurança em 2025 e a criação do Centro Nacional de Cibersegurança.

O artigo também cita fraudes recentes, como o caso do influenciador Amadeo Llados e o colapso da criptomoeda $LIBRA na Argentina. Por fim, lembra que o Regulamento Europeu MiCA procura proteger os investidores em criptoativos, embora o seu âmbito seja ainda limitado.

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