A Comissão Europeia publica perguntas frequentes para clarificar o âmbito e a aplicação do regulamento relativo aos dados pessoais
Artigo28 de janeiro de 2026
O documento fornece critérios interpretativos fundamentais no que respeita ao acesso, à utilização e à partilha de dados gerados por produtos conectados, com um impacto direto nas empresas, nos criadores e nas autoridades públicas.
A Comissão Europeia publicou um documento de perguntas frequentes (FAQ) sobre a Lei dos Dados, com o objetivo de facilitar a compreensão prática e apoiar as empresas, as administrações e os criadores na sua correta aplicação. O documento clarifica conceitos-chave, define obrigações e aborda questões frequentes relativas ao acesso, utilização e partilha de dados gerados por produtos conectados e serviços conexos.
Pontos principais:
- Direito de acesso aos dados gerados por produtos conectados: os utilizadores (empresas ou consumidores) têm o direito de aceder aos dados gerados pela utilização de dispositivos IoT e serviços conexos e de os utilizar em condições justas, razoáveis e não discriminatórias.
- Obrigações dos fabricantes e dos prestadores de serviços: os fabricantes devem conceber os produtos de modo a que os dados sejam acessíveis, por defeito, ao utilizador e, se for caso disso, a terceiros autorizados pelo utilizador.
- Partilha de dados com terceiros (B2B e B2C): a lei dos dados regula como e em que condições os dados podem ser partilhados com terceiros, evitando práticas abusivas e cláusulas contratuais desequilibradas, especialmente no que diz respeito às PME.
- Proteção dos segredos comerciais e dos dados sensíveis: o acesso e a troca de dados não dispensam a proteção dos segredos comerciais, que devem ser salvaguardados através de medidas técnicas e contratuais adequadas.
- Interação com o RGPD: a lei dos dados não altera as regras relativas à proteção dos dados pessoais. Quando os dados forem pessoais, o RGPD continuará a aplicar-se plenamente e será necessária uma base jurídica válida para o seu tratamento.
- Dados e serviços na nuvem: são estabelecidas regras para facilitar a portabilidade e a transição entre prestadores de serviços de tratamento de dados (na nuvem e na periferia), reduzindo a dependência do prestador e promovendo a interoperabilidade.
- Acesso excecional por parte das autoridades públicas: em situações de necessidade excecional (emergências, catástrofes, crises públicas), as autoridades podem solicitar o acesso a determinados dados privados, em condições estritas e proporcionais.
- Cláusulas contratuais abusivas: o regulamento introduz um controlo específico das cláusulas contratuais impostas unilateralmente nos contratos de partilha de dados entre empresas, protegendo a parte mais fraca.
- Aplicação temporária e próximos passos: As PME recordam os prazos de aplicação da Lei dos Dados e salientam a necessidade de as organizações começarem a adaptar os contratos, a arquitetura técnica e os modelos de governação de dados.
Ligue-se:
- Publicação da Comissão: Perguntas e Respostas da Comissão
Artigo escrito pelo departamento de TMT da ECIJA Madrid.