O Plano Geral de Desenvolvimento Urbano está extinto. Que o Plano Estratégico Municipal tenha uma vida longa.
O artigo analisa como a legislação de planeamento urbano de Madrid, construída sobre um modelo clássico e hierárquico com o PGOU (Plano Geral de Ordenamento Urbano) no topo, tem demonstrado claras limitações face a um contexto regulatório e social em mudança: procedimentos complexos, planos desatualizados desde o início e maior incerteza devido a nulidades de planeamento.
Em resposta a isso, o Projeto de Lei sobre Terrenos e Planeamento Territorial propõe substituir esse modelo por uma abordagem mais simples, flexível e estratégica, na qual o PEM define o planeamento geral e a estratégia do município, enquanto o PEA desenvolve áreas específicas, integrando elementos que antes estavam distribuídos entre diferentes instrumentos num único procedimento. Além disso, alguns dos parâmetros de construção seriam transferidos para portarias municipais, facilitando ajustes mais ágeis.
O texto enfatiza que a transição não será automática (os planos atuais não serão revogados imediatamente) e que será essencial monitorar sua aplicação prática pelos municípios. Os autores, Juan Carlos Cardoso e Víctor Moralo, também apontam que é desejável que a flexibilidade do novo sistema não se limite às transformações urbanas, mas seja capaz de responder às necessidades fundiárias rurais por meio dos PEAs.